Media Release 21/11/2018
Um motor suíço explora Marte em profundidade.

A maxon participa na missão InSight da NASA.
Dentro de poucos dias, a sonda InSight deverá aterrar em Marte para fornecer informações sobre a formação de planetas rochosos. Para isso, uma sonda de medição será introduzida a cinco metros de profundidade no solo marciano. Os engenheiros da maxon tiveram de fazer todos os possíveis para que o seu motor estivesse apto para esta tarefa.
A tensão entre os fãs do espaço está alta. Pois a 26 de novembro, a sonda robótica InSight deverá aterrar em Marte. Se tudo correr bem, o lander estacionário realizará uma vasta gama de medições durante dois anos e fornecerá importantes conhecimentos sobre Marte e a formação da Terra. A missão é conduzida pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA.
O motor conduz um parafuso de medição 5 metros de profundidade no solo
Os motores de corrente contínua, fornecidos pelo especialista em acionamentos maxon motor de Obwalden, também estão a bordo. Uma combinação compacta de motorredutor, com um diâmetro de 22 milímetros, é utilizada no instrumento de medição HP3, que foi desenvolvido pela agência espacial alemã DLR e que se destina a determinar o perfil de temperatura do planeta. Concretamente, o acionamento maxon está localizado num parafuso a que os responsáveis pelo desenvolvimento chamam de “toupeira”. Este parafuso penetra independentemente cinco metros no solo. Para isso, o motor tensiona uma mola a cada revolução, que depois descarrega com grande força e desencadeia um golpe descendente. Desta forma, a “toupeira” vai gradualmente escavando nas profundezas — durante várias semanas.
Durante a descida, a “toupeira” puxa um cabo equipado com sensores, que ajudarão os investigadores a determinar o estado térmico do interior marciano e a tirar conclusões sobre a sua formação, entre outras coisas. Uma vez que Marte é um planeta rochoso, tal como a Terra, os resultados científicos também podem fornecer conhecimentos sobre o nosso próprio planeta.
Solução especial para mais de 400 g
Marte é um local pouco amigável para a tecnologia. No entanto, mais de uma centena de acionamentos da maxon já foram bem-sucedidos no Planeta Vermelho. Contudo, na atual missão InSight, os engenheiros suíços foram confrontados com novos desafios. Pois, para que o parafuso possa ser efetivamente introduzido no solo, o motor DC tem de suportar forças superiores a 400 g — e isto mais de 100 000 vezes. Foram necessárias algumas variações e testes falhados até encontrar a solução certa: um motor padrão DCX 22, substancialmente modificado com anéis de soldadura adicionais, soldadura nos rolamentos e escovas especialmente encurtadas. Por outro lado, o redutor GP 22 HD apenas necessitou de uma lubrificação específica para as missões marcianas.
Reencontro com um velho conhecido
Durante toda a sua missão, a sonda InSight é alimentada por dois painéis solares. Para tal, o JPL recorreu aos designs da bem-sucedida missão Phoenix, de modo a reduzir custos. Para abrir os painéis solares, é utilizado um motor DC maxon, que foi desenvolvido há algum tempo: um RE 25. Este tipo de motor também está instalado no rover Opportunity da NASA, o qual está ativo em Marte há mais de 14 anos.
Isto significa que duas gerações de acionamentos maxon se juntam na sonda robô InSight, que em conjunto contribuem para o sucesso da missão.

