Media Release 10/02/2021
Motores de precisão suíços deslocam as preciosas amostras de solo marciano

A 18 de fevereiro, o rover da NASA Perseverance aterrou em Marte. Um dos sistemas robóticos mais complexos alguma vez construído pelo homem visa responder à questão sobre se alguma vez existiu vida no Planeta Vermelho. Vários acionamentos elétricos da maxon são utilizados para manusear as amostras de solo — e controlar o primeiro helicóptero Mars.
A tensão aumenta. Será que a agência espacial americana NASA conseguirá aterrar o seu quinto rover em Marte, iniciando, assim, a série de missões para enviar de volta à Terra as amostras de solo marciano? O rover, de nome Perseverance (Perseverança), entrará na atmosfera do Planeta Vermelho a 18 de fevereiro — depois de percorrer mais de 470 milhões de quilómetros.
Se tudo correr como planeado, “Perseverance” aterrará na cratera de Jezero, outrora cheia de água, e procurará por sinais de vida passada. O rover é semelhante ao seu antecessor “Curiosity”, mas está equipado com instrumentos de medição e sistemas mais modernos. Entre outras tarefas, o rover deverá recolher até 30 amostras de solo, adicioná-las em recipientes individuais, selá-las e, por fim, depositá-las para que missões subsequentes — nas quais a maxon também estará envolvida — as possam recolher e trazê-las de volta à Terra. Este projeto “Mars Sample Return” é de longe a série mais complexa de missões na história dos voos espaciais não tripulados.
Responsável pelo “Perseverance” é o Laboratório de Propulsão a Jato da NASA (JPL), que confia na tecnologia do fabricante de motores maxon para manusear as amostras. No rover estão instalados dez acionamentos elétricos que movimentam, entre outros, o braço robótico, o qual desloca as amostras de estação em estação. Além disso, os motores são utilizados para a selagem e posicionamento dos recipientes.
Os acionamentos assumem tarefas de missão desafiantes
Tal como os mais de 100 acionamentos maxon, que já demonstraram a sua fiabilidade em Marte, os motores para o “Perseverance” baseiam-se em produtos padrão de catálogo: são eles nove motores DC sem escovas EC 32 flat e um EC 20 flat em combinação com um redutor planetário GP 22 UP.
Em estreita colaboração com os especialistas do JPL, os engenheiros da maxon modificaram os acionamentos ao longo de vários anos e testaram-nos extensivamente. Afinal de contas, o seu funcionamento é crucial. Robin Phillips, Diretor do SpaceLab na maxon, afirma: “Estamos envolvidos em aplicações absolutamente críticas. Se o braço robótico, no qual os nossos motores BLDC estão montados, não se deslocar ou se a garra não funcionar, então a missão é um fracasso”.
A maxon estará também presente no primeiro helicóptero Mars
Anexado à parte inferior do rover está o drone helicóptero Ingenuity, que deverá completar os primeiros voos em Marte na história das viagens espaciais. Este é movido a energia solar e pesa apenas 1,8 quilogramas. Seis motores DCX com escovas da maxon com um diâmetro de 10 milímetros controlam o passo das pás do rotor e, consequentemente, a direção de voo. Os acionamentos possuem uma elevada eficiência energética, são dinâmicos e muito leves. “Realizámos testes extensivos durante a fase de desenvolvimento para assegurar que os motores funcionariam como desejado, nas condições extremas em Marte”, declara Florbela Costa, Gestora de Projeto responsável na maxon.
Com esta experiência, a NASA pretende testar o conceito para outros voos com drones. Pois um voo em Marte é um verdadeiro desafio. A atmosfera é extremamente fina, comparável às condições que prevalecem aqui na Terra a uma altitude de 30 quilómetros. Os primeiros voos dos drones estão previstos para maio.
Embora as aplicações espaciais representem apenas uma pequena proporção das encomendas da maxon, estas contribuem para o crescimento da empresa devido às suas elevadas exigências. Isto reflete-se, por exemplo, no aumento dos padrões de qualidade, bem como em novos métodos e processos de teste, dos quais os clientes de outros setores — tais como a tecnologia médica — também beneficiam. “Além disso, estas missões espaciais são incrivelmente fascinantes”, afirma Eugen Elmiger, CEO do grupo maxon. “Sinto-me sempre honrado e orgulhoso pelo facto de os nossos acionamentos serem utilizados nestas missões tecnicamente revolucionárias em Marte”.


