maxon Story

O androide pisca o olho com um maxon

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Imagine, entrar numa sala e nela está sentado o seu gémeo. Este no entanto não é de carne e osso, mas o robô humanoide tem uma aparência inquietantemente humana. Na China, este cenário já não é ficção científica mas sim realidade. O pestanejar, inclinar de cabeça, movimentar dos braços e pernas destas obras de arte realistas, são responsabilidades a cargo de motores da casa maxon. Uma colaboração perfeita entre a Tecnologia e a Arte.

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O chefe da empresa Zou Ren Ti com o seu gémeo — um robô da primeira geração. © 2011 Xi’an Chaoren Robots

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A companhia tecnológica Xi’an Chaoren Robots domina na perfeição a combinação realista e fascinante da aparência humana com as capacidades técnicas dum robô. O exterior do robô é modelado fielmente a partir do humano. Mesmo o cabelo e as sobrancelhas são humanos, e são trabalhados minuciosamente à mão. A envolvente do androide é de silicone, que é elástico e muito parecido com pele humana. "Queremos transmitir um pouco de humanidade com a aparência realista dos robôs, em vez de produzir uma máquina fria, como é o caso da maioria dos outros robôs humanoides" explica Zou Ziting, Gestor Geral da Xi’an Chaoren Robots.

De facto, é inquietante ver de perto como o robô-gémeo do chefe da empresa Zou Ren Ti praticamente não se distingue do original. Este pertence à primeira geração de robôs realistas. A companhia, originária de Xi’an, capital da província de Shaanxi, iniciou o desenvolvimento dos robôs humanoides há sete anos. Estes são comercializados desde 2006. Nesse ano a Xi’an Chaoren Robots ganhou o prémio “Robot of the year”, atribuído pela revista Times. Entretanto há numerosos androides com aplicação em diversas situações. Podem explicar ou fazer demonstrações em exposições e feiras. Sobretudo museus tornaram-se clientes típicos do fabricante de robôs – entre estes o Museu Nacional da China. Mas a televisão chinesa CCTV (China Central Television) também já encomendou um duplo robô do apresentador Li Zong, famoso a nível nacional. Num futuro próximo espera-se produzir robôs para uso doméstico, por exemplo como ama, robô de serviço ou pessoal de enfermagem.

Cada robô é uma peça única

Para isso, o robô ainda tem de aprender a andar, pois os seus movimentos ainda estão limitados a funções básicas. Assim pode mover a cabeça em todas as direções. Pode pestanejar e mover os olhos. Os movimentos dos braços, pulsos, pernas e pés também são possíveis – pode acenar ao público ou equilibrar-se sem dificuldade com o pé. Não faltam capacidades verbais. Pode mexer os lábios e falar por controlo remoto. Até ao acabamento de um robô são necessários cerca de seis meses. Por isso cada robô é único, com um movimento característico muito próprio.

Piscar o olho e acenar com motores maxon

Motores de alto rendimento são um critério importante para a esperança de vida do robô. A Xi’an Chaoren Robots decidiu-se pelos motores maxon como tecnologia de acionamento, porque apresentam uma eficiência ótima num tamanho pequeno, explica Zou Ziting. Na terceira geração de robôs da Xi’an Chaoren são usados um total de 16 motores sem escovas diferentes da maxon. Embora nem todos os motores venham a ser usados num dado robô. Uma exceção é o modelo robotizado do apresentador de televisão chinês Li Yong, em que se usou exclusivamente motores maxon.

Os motores de precisão têm um diâmetro de 16 a 40 mm. Entre os quais o motor plano EC-i40 combinado com o redutor planetário GP 32 C. Esta combinação de acionamento é responsável pelo movimento dos braços do robô. Durante a escolha dos redutores planetários, a companhia decidiu-se pela variante com eixos de cerâmica, pois estes permitem obter binários significativamente mais altos do que com eixos em aço, além de ter uma maior resistência ao desgaste. O acionamento EC-4pole maxon, dinâmico e económico, é aplicado tanto no androide Hubo do Korea Advanced Institute of Science and Technology, como nos robôs humanoides da China. Graças a um rotor com dois pares de polos consegue-se uma densidade de potência superior. Graças aos potentes 120 watts do EC-4pole 22, o robô consegue fazer uma vénia por comando. Para o movimento dos olhos, pálpebras e boca são igualmente usados motores maxon.

Num futuro próximo os robôs "humanos" serão ainda mais inteligentes com ajuda de motores maxon. Além de uma mímica facial humana, espelho da sua disposição, o robô poderá vir a dar os seus primeiros passos e reagir aos humanos por controlo de voz.

Autor: Anja Schütz